segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!!!

O Natal é uma bela época do ano. As crianças se encantam com os enfeites, com árvores, brinquedos, Papai Noel, ... Os adultos também ficam fascinados!

Nessa época se comemora um nascimento especial, de um menino especial!

Para nós mães, o momento de dar a luz é dos mais marcantes na nossa vida!!!

Então no Natal que é o período que comemoramos um nascimento especial. Vamos comemorar o nascimento de nossas bebês e de todos os bebês deste mundo! É época de celebração, de referenciar a vida!!!

FELIZ NATAL E MUITA ALEGRIA, HARMONIA, PAZ E SAÚDE
NA SUA FAMÍLIA!!!!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cartilha para gestantes tira dúvidas sobre a gravidez

18/12/2009

Cartilha para gestantes tira dúvidas sobre a gravidez

Ana Carolina Athanásio - Agência USP

Dúvidas sobre gravidez

Uma nova cartilha educativa mostra às gestantes como proceder em momentos decisivos da gravidez e aborda questionamentos constantes das mulheres em relação ao pré-natal e ao pós-parto.

Resultado de uma pesquisa desenvolvida na Escola de Enfermagem da USP, pela enfermeira obstetra Luciana Magnoni Reberte, o material foi elaborado com base em dúvidas e sugestões de gestantes e profissionais da saúde, e foi vencedor da oitava edição do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS, promovido pelo Ministério da Saúde.

Dúvidas das grávidas

O principal diferencial da nova cartilha para gestantes foi a abordagem participativa das grávidas.

"Fizemos um levantamento do que havia disponível para as gestantes no Sistema Único de Saúde (SUS) e encontramos apenas duas cartilhas elaboradas por instituições públicas de saúde e outra que não era específica para gestantes, mas tinha como foco o cuidado da criança. Em nenhuma delas havia a participação efetiva das gestantes e foram elaboradas sem saber ao certo quais eram as dúvidas e necessidades das próprias leitoras", explica Luciana.

Todo o conteúdo presente na cartilha elaborada pela pesquisadora é resultado de dúvidas que surgiram de gestantes em um grupo de encontro organizado no Hospital Universitário (HU) da USP.

Com o objetivo de conhecer as demandas e necessidades das mulheres grávidas, Luciana criou uma base de dados referente aos questionamentos que eram motivo de dúvidas para as mulheres.

Desconforto físico na gravidez, problemas emocionais, como a ansiedade, dúvidas em relação ao parto e as soluções para algumas dessas questões foram abordadas pelas gestantes nas reuniões e inseridas na cartilha educativa.

Cartilha para gestantes

Segundo Luciana, "foi observado que as sugestões passadas às gestantes no grupo apresentaram muitos resultados positivos para as participantes e nos questionamos se poderia ser interessante expandir esse conhecimento a outras pessoas.

A cartilha para mulheres grávidas foi a melhor maneira encontrada para ampliar o alcance das dicas, sugestões e informações para aquelas que não fizeram parte do grupo e possuem as mesmas dúvidas básicas sobre gravidez".

Uma preocupação recorrente durante a produção do material foi em relação à linguagem que seria utilizada. Clareza nas informações e simplicidade na escrita foram estratégias usadas pela pesquisadora para que a cartilha fosse mais bem compreendida pelo amplo público-alvo do material.

"Nossa preocupação foi grande com o jeito de escrever a cartilha. Optamos por uma linguagem clara e objetiva, além de evitarmos usar termos técnicos. Não queríamos tratar as gestantes com infantilidade, mas tornar compreensível a leitura e a apreensão das informações por qualquer pessoa que quisesse lê-la", diz a pesquisadora.

Cartilha para gestantes tira dúvidas sobre a gravidez
Cartilha para gestantes tira dúvidas sobre a gravidez e foi elaborada a partir de dúvidas expressas pelas mulheres grávidas. [Imagem: Divulgação]

Mudanças durante a gravidez

A cartilha desenvolvida por Luciana trata de assuntos desde o pré-natal, como as mudanças que acontecem no corpo das mulheres durante a gravidez e os cuidados básicos com a alimentação que elas devem ter, até o pós-parto - a amamentação, os cuidados com o corpo e com o recém-nascido.

Além disso, o material enfatiza os benefícios da participação ativa de um companheiro, seja ele marido ou não, durante e depois da gravidez. "A cartilha mostra as melhores maneiras de o acompanhante ajudar a gestante tanto fisicamente, com massagens e cuidados com a alimentação, quanto psicologicamente, aliviando a ansiedade, por exemplo", diz a enfermeira.

Celebrando a vida

Além disso, Luciana afirma que o material é uma fonte de informações básicas que todas as mulheres deveriam ter, mas que apenas com o acompanhamento pré-natal em hospitais não é possível. A pesquisadora salienta que "a informação é um direito de todos e a cartilha serve também para isso: trazer às mulheres temas que serão úteis e importantes para essa fase de suas vidas".

Um dos grandes objetivos de Luciana é tornar o material disponível a todas as interessadas, principalmente as gestantes atendidas pelo SUS. "O prêmio que a dissertação recebeu do Ministério da Saúde foi muito importante, pois ajuda a dar impulso para o próprio material. Seria muito interessante que a cartilha fosse, realmente, implementada em unidades de saúde, por exemplo, o que possibilitaria que muitas outras mulheres tivessem direito a essas informações tão importantes sobre a nova fase que estão vivenciando", conclui a pesquisadora.

A cartilha Celebrando a vida está disponível no site da Escola de Enfermagem da USP (www.ee.usp.br/doc/celebrando_a_vida.pdf).

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cartilha-para-gestantes-tira-duvidas-sobre-gravidez&id=4825&nl=sit, em 18 Dez 09, às 20h45min


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dia da Família - 8 de dezembro

8 de Dezembro

A família é o primeiro grupo a que pertencemos, é a primeira sociedade em que somos incluídos. É a partir dela que adotamos nossos padrões e que formamos nossa identidade. Apesar disso, os modelos de família mudaram bastante ao longo do tempo. Na Idade Média, as famílias eram extensas e as crianças de sete anos já eram tratadas como adultos: as meninas aprendiam os afazeres domésticos e os meninos, algum ofício profissional. A função da família era assegurar a transmissão da vida, dos bens e dos nomes, o que não implicava naturalmente em educação e envolvimento afetivo.

No Brasil, na época da colonização também não era diferente. A família era extensa e os casamentos eram arranjados conforme interesses. O papel de cada membro da família era diferente do que é hoje. O pai, antigamente, tinha três funções: cuidar de sua mulher, governar os criados e cuidar para que os filhos multipliquem os bens conseguidos.

Acredita-se que o cerne da família como conhecemos hoje, tenha nascido a partir do amor romântico cultivado na Europa no século XVIII. Com o fortalecimento da burguesia, a família foi distanciada da sociedade e os padrões de intimidade foram estabelecidos. Aos criados foram reservados cômodos separados e iniciou-se uma maior preocupação com a formação pessoal, moral e espiritual da criança. Uma nova afetividade passou a caracterizar a família moderna. Surge então a família nuclear burguesa.

Apesar de esse ainda ser o padrão atual, podemos perceber algumas mudanças. Nem sempre os homens sustentam a casa, a mulher não ser restringe mais às tarefas domésticas, que agora são partilhadas por muitos homens. Também é comum vermos crianças apenas com o pai ou com a mãe e isso deixou de ser um grande problema, como era visto no começo do século. Uma das mais recentes tendências da família talvez seja a formação de casais homossexuais, que lutam pelo reconhecimento da união civil e pela adoção de crianças.

Fonte: CEDI Câmara de Deputados

Dia da Família

8 de Dezembro

A primeira sociedade organizada no mundo é a família. Base de todas as outras sociedades, inicia-se com o matrimônio e é teoricamente formada pelos pais e filhos. O amor recíproco entre eles, a confiança, a cooperação, o respeito, a obediência, a compreensão e a tolerância mútuas são os preceitos básicos para que a família continue a existir.

É o amor, aliás, o que dá vida à família, quando firma os laços de união entre seus integrantes. O amor dos pais em relação aos filhos e dos irmãos entre si, a capacidade de renúncia. A disposição de alguém privar-se de algo em favor do outro ou de todos: conforto, repouso, prazer. O pai e a mãe, por exemplo, trabalham para que não falte nada em casa e muitas vezes deixam mesmo de se divertir.

Ou, ao contrário, filhos adolescentes deixam às vezes de viver experiências típicas da sua idade - de só estudar, andar de skate ou paquerar - porque precisam trabalhar precocemente para ajudar nas despesas da casa.

Obviamente que a família de hoje já não é a mesma de ontem, muita coisa mudou na prática. Até mesmo o conceito de família como sempre a entendíamos é outro. Mas o importante é sabermos, jamais esquecermos que sem a família, uma situação difícil seria para nós extremamente pior.

Que viva a família! Sempre.

Mudanças no Código

A sabedoria popular costuma dizer que o tempo cura tudo. O tempo cura e também muda as coisas. Maneiras de ver o mundo, rituais, leis etc. O conceito de família, por exemplo, mudou com o tempo.

Tanto que, no Código de Direito Civil, vários artigos caíram em desuso, tendo sido criadas novas leis, em forma de emenda, que alteraram profundamente o seu conteúdo.

Algumas das alterações dizem respeito à família. Vejamos:
o No novo conceito de família, são consideradas famílias os grupos formados não só pelo casamento civil ou religioso, mas também pela união estável de homem e mulher ou por comunidade dirigida somente por um homem ou por uma mulher (mãe solteira, no caso). Antes, uma união que não fosse formada pelo casamento formal era considerada "família ilegítima". Da mesma maneira, "filho ilegítimo" é uma expressão que não cabe mais em nossa sociedade.

Naturalmente que o novo não pode nem deve ser evitado. Mudanças são bem vindas, principalmente quando surgem para fortalecer ainda mais uma instituição que é a base do indivíduo na vida social.

Fonte: www.ibge.gov.br

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/dezembro/dia-da-familia.php, em 16 Dez 09, às 14h36min


Família!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

BELEZA NA GRAVIDEZ – 4

CUIDADOS COM AS MAMAS NA GESTAÇÃO:

As primeiras alterações visíveis ocorrem nas mamas, que se tornam mais sensíveis, volumosas e pesadas. Com o passar dos dias, as mamas vão se modificando, de modo a se preparar para a amamentação futura. É importante preparar os mamilos, tornando-os resistentes para a forte sucção do bebê. Várias mulheres deixam de amamentar ou simplesmente param de fazê-lo devido às dores resultantes de mamilos rachados ou fissurados, que pode ser evitado com algumas precauções.


Ao mesmo tempo, amamentar é uma das mais extraordinárias experiências que uma mulher pode ter ao longo de sua vida. Usufruir dessa vivência com toda a plenitude só será possível, porém, se os mamilos forem devidamente estimulados, sendo preparados de forma a proporcionar o prazer de poder alimentar seu bebê.


Os cuidados devem começar no início da gravidez, excluídos os primeiros três meses e, se estender até o momento do parto. Desta forma é muito provável que o ato de amamentar só venha a trazer prazer à mãe e saúde para o bebê. Recomenda-se não usar hidratantes e óleos nas mamas para preservar os mamilos resistentes.


Durante o banho, pode-se usar uma bucha vegetal sobre os mamilos para torná-los mais resistentes. Após o banho, use uma toalha grossa para esfregar os mamilos, dando assim continuidade ao processo. Pode ser que isso resulte em alguma descamação nos primeiros dias. Essa descamação é necessária para que a pele se renove e fique mais forte, de maneira que resista à força de sucção do bebê. Não é preciso interromper o procedimento, basta que se tome cuidado de não exagerar na dose e acabar machucando de verdade os mamilos.


Ainda no banho, pode-se aproveitar para exteriorizar os mamilos pouco proeminentes. Faça vários movimentos de tração do mamilo para fora, com os dedos, realizando uma pequena torção. Isso vai aos poucos tornando os mamilos mais protusos, que facilitará para o bebê quando levado à sucção. Esse simples exercício auxiliará na formação de um mamilo possível de ser sugado pelo bebê.


Devemos usar sutiãs que proporcionem sustentação e apoio, evitando lingeries que apertem e impeçam a circulação. Dê atenção especial a particularidades que vão desde a escolha do tecido, que deverá ser preferencialmente de algodão, até a firmeza dos contornos para que possa suportar o peso, que em muitos casos, chega a dobrar ao longo da gravidez. Ainda, alças resistentes e largas, bojo confortável, elástico e macio.


É importante ressaltar o seguinte: amamentação não torna as mamas flácidas. Não podemos esquecer que o fator genético define o formato das mamas e sua constituição, proporcionando ou não uma tendência maior à flacidez, além do aumento excessivo de peso.


Cada vez que a mulher oferece seu seio ao bebê está estimulando o corpo a retornar à sua forma normal. Isso ocorre porque toda vez que o bebê suga o seio, ele estimula a produção de um hormônio chamado ocitocina, que ajuda a contrair o útero. O retorno do útero ao seu tamanho normal contribui efetivamente para o retorno do corpo à forma natural.


Portanto, além de contribuir para o fortalecimento do vínculo afetivo da mãe com seu filho, amamentar é um ato de prevenção contra problemas futuros. Não importa a quantidade de leite, seja qual for o volume produzido, a mãe estará passando diversos anticorpos para seu bebê, aumentando suas defesas.


Retirado do livro: Grávida e Bela – um guia prático de saúde e beleza para a gestante, de autoria da médica Carla Góes Sallet (Ed. Ediouro)


Texto Elaborado pela Enfermeira Obstetra Leila Regina Wolff


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Brisa Protetora

Artigo indicado por Aline Mendes, vale a pena conferir!!!

Vi este artigo e achei que te interessaria pra colocar no blog:
http://www.gravidezabsoluta.com.br/decoracao.php?cod_conteudo=364

Brisa protetora

Você sabia que em uma a pesquisa realizada pela empresa Kaiser Permanent e escrita por Jennifer Corbett Dooren foi analisado que utilizar ventilador enquanto o bebê está dormindo, contribui significativamente para a redução do risco de Morte Súbita? Pois é, segundo o estudo o uso de ventiladores reduz em até 72% os casos de falecimento sem motivo aparente nos pequenos.

Os pesquisadores compararam 185 bebês que faleceram de Morte Súbita em 11 estados da Califórnia, entre 1º de Maio de 1997 e 30 de Abril de 2000, com 312 bebês com similaridade sócio-econômica e descendência ética que moravam nos mesmos estados. A mães foram questionadas a respeito do uso de ventiladores, chupetas, localização do quarto, berços, mantas, lençóis, temperatura do ambiente e até mesmo se havia uma janela aberta.

No estudo foi descoberto que o uso de um ventilador em um quarto com temperatura superior a 20,5 graus Celsius estava associado com 94% de redução no risco da Morte Súbita, comparado com o não uso de um ventilador. Cerca de 2500 bebês morrem anualmente com menos de um ano de idade, por causa desconhecida. Existem teorias como a de que os bebês respiram o gás carbônico exalado que ficou próximo aos seus lençóis ou em seus estômagos.

O pesquisador líder desta pesquisa, Sr. De-Kun Li, explicou que o ventilador aumenta a circulação do ar no quarto do bebê, o que evita que eles exalem o gás carbônico. Então, que tal investir em um ventilador de teto para proteger a saúde do pequeno e ainda dar um toque extra na decoração?

Beijos,

Aline

AM
Aline Mendes

www.terapiadeambientes.com
Arquitetura · Interiores · Feng Shui · Geobiologia
Feng Shui Research Center Brasil

+55 (21) 2258.7658 / 9471.1443

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vídeo - Shantala Original



URL: http://www.youtube.com/watch?v=Fq8wcpKxuXc

A Editora Ground disponibiliza para os seus leitores o vídeo original da massagem para bebês filmada na índia pelo médico francês Frédérick Leboyer, que a indiana SHANTALA aplicava no seu bebê Gopal na década de 70.

Oficina de Shantala no Hospital Moinhos de Vento

Oficina de Shantala no Hospital Moinhos de Vento

Quer participar da oficina do moinhos? Dá uma olhadinha na data e horário. Não esqueça de ligar antes para confirmar sua inscrição. Aproveitem!

http://www.nossosbebes.com.br/


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

BELEZA NA GRAVIDEZ - 1

Mais do que uma simples futilidade, manter a beleza durante a gravidez é sinônimo de saúde. Prerrogativa básica para a boa saúde mental, a capacidade de nos mantermos belas é o que nos torna especiais. Além disso, está mais do que comprovado que a manutenção da auto-estima da mãe influencia positivamente o bom desenvolvimento do bebê.

Nesta fase, a mulher vivencia um período muito especial de sua vida, com oscilações de humor, transformações em seu corpo e grandes modificações em seu organismo. Algumas mulheres observam que sua pele apresenta melhora significativa, um brilho diferente surge por causa do aumento do fluxo sanguíneo e quantidades gigantescas de hormônio circulante. E, em muitos casos, aumentam o desejo sexual, fazendo com que se sintam mais bonitas e sensuais. Para outras mulheres, nada disso ocorre. Elas se sentem cansadas e desanimadas, solitárias e depressivas, pesadas e sem disposição alguma para o sexo.

A influência dos hormônios varia de mulher para mulher. Para aquelas que não podem usufruir dos benefícios hormonais, um programa de exercícios aliado a uma dieta balanceada proporcionam resultados surpreendentes. E mesmo para quem se sente bem e com disposição, exercícios, cuidados diários e alimentação saudável serão fortes aliados para a manutenção do bom humor e da auto-estima.


- CELULITE E ESTRIAS:

O que costuma deixar as futuras mamães preocupadas não é necessariamente o aumento de peso sustentado pelo corpo, mas o que ele pode acarretar. É o aparecimento das temidas estrias e a indesejável celulite que podem aparecer em várias fases da vida de uma mulher, durante picos de alterações hormonais, como os que acontecem na gravidez.

A principal característica da celulite é o aparecimento de ondulações na pele, que podem provocar aspecto de casca de laranja em seus níveis mais elevados. Fatores que levam ao aparecimento da celulite: herança genética, hormônios, vascularização, estresse, tabagismo, sedentarismo, distúrbios alimentares e gravidez. Existem várias causas para o surgimento da celulite em gestantes, principalmente nos membros inferiores. O aumento excessivo de peso e o sedentarismo são responsáveis pelo surgimento da celulite. Além disso, os níveis do aumento dos hormônios estrógeno e progesterona e o aumento da capacidade de retenção hídrica, com edema linfático, que leva a uma dificuldade circulatória, dando início a um processo de edema, seguido da celulite. Localiza-se onde a gordura tende a ficar concentrada: na região dos glúteos, nas coxas, no abdome e nos braços.

As estrias são marcas brancas e rosadas que se manifestam devido à distensão da pele e rompimento das fibras elásticas que sustentam uma camada intermediária da pele. Habitualmente surgem no abdome inferior, coxas, nádegas e mamas. Como a gravidez é um momento de ganho de peso, é natural que elas apareçam. Assim, é importante saber como preveni-las ou amenizá-las, para suavizar os efeitos.

Preventivamente procure manter uma dieta equilibrada para controlar o aumento de peso. Assim, fuja dos alimentos muito calóricos (doces, frituras e gorduras) e daqueles ricos em sal, que retêm muita água. O sedentarismo também pode não só intensificar, mas também agravar o problema. Assim, pratique alguma atividade física com orientação médica. Durante a gravidez é importante dar ênfase a exercícios aeróbicos, ou seja, de baixo impacto, mas que possibilitam gasto calórico. Caminhada, natação e hidroginástica são práticas excelentes, pois promovem a melhoria dos sistemas cardiorespiratório e circulatório. Recomenda-se beber muita água, no mínimo dois litros ao dia. Usar hidratantes à base de óleo de amêndoas doces e semente de uva nas regiões propensas também ajuda. Lembrar que nas mamas não se deve usar hidratantes e óleos, porque afinam a pele e podem propiciar rachaduras dos mamilos nas primeiras mamadas do bebê.

Texto elaborado pela Enfermeira Obstetra Leila Regina Wolff a partir de vários textos científicos.

BELEZA NA GRAVIDEZ – 2

- CUIDADOS COM A PELE DAS MULHERES GRÁVIDAS:

Outra preocupação das gestantes é o aparecimento de manchas no rosto, chamadas de cloasma gravídico ou melasma. As manchas surgem devido às mudanças hormonais que ocorrem durante o período da gestação, facilitando a produção de pigmentos da pele (melanina), em algumas áreas, principalmente do rosto e pescoço, como também a acentuação da linha nigra na região do abdome (linha escura que aparece longitudinalmente). Nem todas as gestantes mancham, mas as que deixam de tomar cuidados específicos com a pele, ficando sem usar bloqueador solar, mancham com mais facilidade. É importante lembrar que o filtro solar não impede o surgimento das manchas, mas faz que não fiquem tão evidentes.

Para as mulheres que freqüentam praia, piscina ou tomam banho de sol, lembrar que o melhor horário é antes das 10h ou após as 15h e a permanência não deve ultrapassar os trinta minutos diários. Mesmo na sombra ou em dias nublados os riscos são praticamente os mesmos. Embora pareçam atenuados, os raios solares costumam ser implacáveis com a pele. Se quiser evitar as manchas, evite expor-se desnecessariamente ao sol. E, não confie cegamente em guarda-sóis e sombreiros, pois os raios solares se refletem na água, no concreto e na areia, muitas vezes causando queimaduras de maior intensidade do que se a pessoa estivesse completamente exposta ao sol. Na neve, os cuidados são os mesmos, pois os raios solares se refletem na neve com uma intensidade muitas vezes superior à sua incidência na praia. Em suas caminhadas e passeios também há necessidade de cuidados, providencie um filtro solar, chapéu ou boné e guarda sol se estiver na praia ou piscina. Ainda, mesmo que não vá se expor ao sol, as lâmpadas domésticas também emitem raios nocivos à pele, se proteja com filtro solar.

Dê preferência aos produtos conhecidos e de boa qualidade, conforme orientação médica. A formulação deve ser hipo-alergênica e use produtos adequados para seu tipo de pele. A pele com propensão à acne e/ou oleosa, pede filtros em spray, loções sem óleo ou gel. As peles secas toleram bem os cremes e as loções. É importante que o produto ofereça proteção contra raios UVA, UVB e UVC, raios ultravioleta que causam danos à pele. Todos esses raios são prejudiciais, aceleram o envelhecimento precoce, o surgimento de manchas, queimaduras e câncer de pele. Nossa única proteção natural contra eles é a camada de ozônio.

O fator de proteção solar (FPS) deve ser no mínimo 15. Caso pratique hidroginástica ou natação em piscinas abertas, dê preferência a FPS mais elevado, como 30 e à prova d’água. Orienta-se passar uma camada uniforme em toda a pele pelo menos trinta minutos antes de se expor ao sol. Convém usar um bloqueador superior a 30 FPS e reaplicado muitas vezes ao dia, conforme orientação médica. Mesmo os produtos com FPS à prova d’água devem ser reaplicados após cada mergulho. Vale ressaltar que após seis meses do nascimento do bebê, as manchas tendem a regredir, mas algumas podem persistir. Caso isso ocorra, procure um dermatologista para lhe orientar.

Texto elaborado pela Enfermeira Obstetra Leila Regina Wolff a partir de vários textos científicos.

BELEZA NA GRAVIDEZ – 3

- ACNE NA GESTAÇÃO:

Algumas mulheres, no início da fase gestacional, podem apresentar aumento da oleosidade da pele. Para quem tem tendência para acne, essa dose extra de óleo, acaba por um certo desconforto, pois além de apresentar aquele aspecto típico desse tipo de pele (muito brilho no rosto), quase sempre é acompanhado de um quadro associado a cravos e espinhas. E tudo isso ocorre por causa dos hormônios. Desta forma, use produtos suaves, de pH neutro, que contenham aloe vera, calêndula e alecrim, por exemplo. A esfoliação da pele também é uma ótima idéia para diminuir a oleosidade. Faça-a uma ou duas vezes por semana. Pode-se usar fórmulas caseiras para esfoliar a pele como: uma colher de mel com um pouco de açúcar cristal, esfregar cuidadosamente e depois lavar o rosto. O mel deixa a pele macia e o açúcar cristal auxilia na eliminação das espinhas e cravos. Compre somente sob orientação médica os cremes e as loções anti-acne. Por mais inofensivos que pareçam ser, muitos produtos para tratamento da acne existentes no mercado possuem em sua composição o ácido retinóico, que é uma substância contra-indicada para ser utilizada por grávidas. Recomenda-se um tratamento à base de ácido azeláico, que é seguro na gestação. Evite banhos de sol, pois ao contrário do que se pensa, o sol não seca as espinhas, mas sim atua no sentido de provocar o aumento da produção da oleosidade e o acúmulo de sebo. Geralmente no final da gestação tudo começa a melhorar. A oleosidade diminui e após o parto, a pele volta ao normal, sem grandes sacrifícios, bastando que você mantenha o cuidado da pele, evitando resolver sozinha o problema e assim, ganhando marcas indesejadas no rosto. E, afinal, nem todas as gestantes passam por isso. Muitas até apresentam uma pele de aspecto muito superior ao de antes da gravidez.


- CUIDANDO DOS CABELOS:

Na gestação, os cabelos da mulher passam por uma de suas melhores fases. Como os hormônios femininos estão em maior concentração, há uma melhora na queda e oleosidade dos fios. Algumas mulheres se queixam de que os fios se tornaram ressecados e quebradiços. A gestação exerce um efeito um tanto imprevisível sobre os cabelos. O certo é que a variação na quantidade de hormônios influi diretamente na textura, no crescimento e na queda. Cabelos lisos podem se tornar mais crespos, e cacheados ficar lisos. Tais mudanças às vezes se tornam permanentes, mesmo após o parto. Bastam cuidados básicos, como o uso de xampu neutro e condicionador com substâncias D-pantenol, ceramidas e queratina. Depois do parto pode ocorrer uma queda dos fios, pois cessam os níveis anormais de hormônio e as raízes se enfraquecem. Isso pode se estender durante os três meses subseqüentes ao nascimento, quando o organismo volta a se habituar a níveis normais de hormônio.

Químicas agressivas, como tinturas, alisamentos e escovas progressivas com formol, devem ser evitadas. Para alguns médicos conservadores, elas são proibidas, principalmente nos três primeiros meses de gestação. Após esse período, estão liberados procedimentos como luzes, que não entram em contato com o couro cabeludo, e, alguns tipos de tonalizantes. É preciso ficar alerta aos produtos que contêm metais pesados, como o chumbo. Embora não exista comprovação científica de que tinturas, ondulações e processos químicos afetem o bebê, a maioria dos produtos utilizados contém amônia, que, além de possuir um odor forte, pode causar-lhe mal-estar. E vale lembrar que a amônia é absorvida em pequena quantidade pelo couro cabeludo. Opte por tinturas que não utilizam essa substância, ou utilize reflexos e luzes que não atinjam o couro cabeludo. Como alternativa existe a hena, que pode dar uma tonalidade e um brilho especiais.

Texto elaborado pela Enfermeira Obstetra Leila Regina Wolff a partir de vários textos científicos.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

EVENTO: MOVIMENTO INTERNACIONAL PELO PARTO NORMAL

Evento muito interessante.
Apenas para convidados.
Quem tiver interesse entrar em contato com
Diretoria da ABENFO-Nacional
Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras - Nacional
www.abenfo.org.br
E-mail: abenfo.nacional@gmail.com
Tel/FAX:(21)2263-7843

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Imaginação infantil pode curar dor de barriga

Imaginação contra dores

Uma pesquisa feita por pesquisadores norte-americanos indicou que crianças podem aprender a usar a imaginação para lidar com dores abdominais frequentes.

A pesquisa usou um CD de relaxamento pedindo que as crianças se imaginassem "flutuando em nuvens" ou pensassem em um objeto brilhante "que se derreteria em sua mão e então espalharia calor e luz em sua barriga impedindo qualquer irritação na região". A técnica teria levado a uma melhora impressionante dos sintomas.

Ao todo, 30 crianças entre seis e 15 anos participaram do estudo publicado na revista especializada Pediatrics.

A metade delas ouviu diariamente por 8 semanas um CD com sessões de 20 minutos de "imagens guiadas" - uma técnica que estimula o paciente a imaginar coisas que podem reduzir a dor. A outra metade usou tratamentos convencionais.

Entre as crianças que usaram o CD, 73,3% disseram que a dor abdominal diminuiu pela metade ou mais ao fim do tratamento, comparado com 26,7% do grupo que usou o tratamento tradicional.

Imaginação fértil

Em dois terços das crianças, a melhora ainda era aparente seis meses depois. Segundo os especialistas, a técnica de "imagens guiadas" funciona particularmente bem em crianças porque elas têm imaginação fértil.

O CD foi usado porque os pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte e do Centro Médico da Universidade Duke não contavam com terapeutas em número suficiente.

Ainda não está claro exatamente como o tratamento funciona, mas estudos mostraram que o resultado se deve em parte à redução da ansiedade, mas também há um efeito direto na resposta contra a dor.

"Tratamentos autoadministrados são, obviamente, muito baratos e podem ser usados como complemento a outros tratamentos, o que potencialmente abre portas para melhorar os resultados para muitas crianças sofrendo com dores de estômago frequentes", disse a líder do estudo, Miranda van Tilburg.

Hipnose

Pesquisas anteriores já haviam indicado que a hipnose é um tratamento eficaz contra uma série de doenças, incluindo vários tipos de manifestações gastrointestinais crônicas.

O gastroenterologista David Candy, dos Western Sussex Hospitals, disse ter usado hipnose em um pequeno grupo de crianças com dor abdominal intensa e teve 100% de sucesso.

Ele disse agora estar interessado em usar a técnica de "imagens guiadas" para verificar se os resultados do estudo americano podem ser repetidos.

Estimativas indicam que dor de estômago crônica sem causa aparente afeta uma em cada cinco crianças.

"Há uma escassez de informação sobre como lidar com crianças que sofrem de dor abdominal e este é um problema muito comum, que impede as crianças de irem à escola", disse Candy.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=imaginacao-infantil-curar-dor-barriga&id=4609&nl=sit, em 15 Out 09, às 09h23min


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Livro de Shantala


Livro: SHANTALA - uma arte tradicional massagem para bebês - autor: Frédérick Leboyer (o mesmo do Parto na água) Editora Ground.

Rô Nunes trabalha com shantala e mandou a dica de livro Shantala de Leboyer (dados acima) e sobre aleitamento acessar as dicas das Amigas do Peito (http://www.amigasdopeito.org.br).

Agradecemos as dicas e os elogios ao blog!
Um grande abraço!!!

Andrea Leandro

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fisioterapia para Gestantes em Santa Maria - gratuito


O Curso de Fisioterapia da UFSM oferece fisioterapia para gestantes, que inclui a preparação para o parto e orientaçoes para o aleitamento materno e, também, a fisioterapia após o parto.
Esse atendimento é parte do Estágio Supervisionado em Saúde da Mulher, oferecido no oitavo e nono semestre do curso de Fisioterapia da UFSM, sob a supervisão das fisioterapeutas Elhane e Nara.

Neste semestre, excepcionalmente, estão atendendo no Centro de Referência em Saúde do
Trabalhador-CEREST, que fica na Alameda Santiago do Chile, nº 345.

Os dias e horários são: segundas e quartas das 14 às 16:30h e terças e quintas das 8:30 às 11:00h, sob agendamento pelo telefone (55) 3220.8178 (Serviço de Fisioterapia do HUSM).
Ainda tem alguns horários disponíveis.

Obs: Também oferecem atendimento à mulheres que realizaram cirurgia por câncer de mama e àquelas com incontinência urinária.

GRAVIDEZ E SEXUALIDADE

GRAVIDEZ E SEXUALIDADE

Os hormônios da gravidez podem influenciar a mulher de diferentes formas, uma delas é no que se refere à sexualidade. As oscilações de humor durante a gestação devem ser consideradas com naturalidade e discutidas com o companheiro, que precisará ser paciente.

Hoje é comum dizer “estamos grávidos”, pois a gestação tem de ser uma decisão dos dois e uma fonte de prazer para o casal. E, ao contrário do que se possa pensar, não anula a necessidade e a vontade de fazer amor. Muitas vezes, o aumento do nível hormonal da gestante provoca maior sensibilidade e facilidade para se excitar. A corrente sanguínea também aumenta, em especial na região pélvica, o que faz com que a genitália feminina se torne mais sensível, aumentando assim o estímulo sexual. Existe ainda um outro fator determinante: sem a preocupação de engravidar, o casal pode desfrutar de todo prazer.

À medida que a gestação avança, a grávida se sente cada vez mais estimulada, pois vê a si mesma como um organismo que amadurece e infunde a vida. O poder natural que essa sensação lhe confere se traduz em radiância e exuberância. É fácil verificar que jovens grávidas se tornam maduras ao mesmo tempo que sua redondez se evidencia. Já as mais experientes, que optaram pela maternidade após terem se estabilizado profissionalmente, tornam-se como que tomadas por uma aura rosada e viçosa. A pele se tonifica e o sorriso fácil a cada nova descoberta torna sua figura luminosa.

Usufrua desse momento único! Você é toda amor e vida! Não se cobre demais, esperando que seu corpo reaja com a mesma vitalidade que desejaria. O importante é vencer as dificuldades com todo o otimismo, mantendo a harmonia com seu bebê. Cada casal possui sua própria característica, que deve ser mantida e respeitada.

Por exemplo, no início e final da gestação, você estará propensa a atravessar alguns momentos de desinteresse sexual. Não há motivo para alarme. A maior parte dos especialistas afirma que são passageiros. Desde que esse desinteresse não leve o casal a se esquecer das demonstrações de afeto mútuo.

Se o desinteresse sexual surgiu, calma! Pare, relaxe e busque a melhor maneira de abordar o tema com seu parceiro. E, mesmo que esteja se sentindo cansada para fazer amor, não esqueça que carícias e beijos são os mais poderosos aliados na luta para vencer essa indisposição.

Posições:

Certas posições como a tradicional (com o homem por cima) devem ser abandonadas nas últimas semanas de gestação. Mas isso não significa que o casal deva se abster de tentar outras formas de se relacionar.

Posições como de lado, ambos deitados ou posição em que a mulher se senta sobre o colo do homem são excitantes e seguras. A preocupação normal de todo casal quanto à segurança da criança durante o ato sexual é quase sempre infundada, pois se a gestação é normal e se o obstetra não fez nenhum alerta quanto a possíveis riscos, use a sua imaginação e seu desejo e faça amor!

Casos como placenta baixa são exceções que, para quem fez o pré-natal, já foram detectadas e devidamente orientadas. Outra preocupação é o trabalho de parto prematuro, mas faça seu pré-natal adequadamente que, seu médico obstetra irá lhe orientar conforme seu caso. O importante é saber que não existe nenhuma contra-indicação para o ato sexual durante a gestação, pois o bebê encontra-se dentro de uma bolsa d’água que o envolve e protege, atuando também como amortecedor. A mucosa cervical, responsável pelo fechamento da entrada do útero, também funciona como um fator protetor, já que impede a penetração de qualquer infecção bacteriana.

O sexo durante a gravidez pode trazer surpresas, e não são raros os casos de mulheres que tiveram o primeiro orgasmo durante a gestação. Além disso, o sexo exercita os músculos pélvicos, mantendo-os firmes e flexíveis para o parto. Mas se por algum motivo seu médico recomendar abstinência, não existe a necessidade de você e seu parceiro se afastarem. Pelo contrário, devem continuar trocando carícias, preservando assim, a intimidade sexual do casal.

Enfim, a sexualidade durante a gravidez tem tudo para ser ainda melhor que antes. E por que não praticá-la? É fundamental, no entanto, que ambos se dêem o direito de desabafar com o companheiro sua insegurança e ofereçam esse mesmo direito ao outro, da mesma forma e na mesma proporção.


Retirado do livro: Grávida e bela – um guia prático de saúde e beleza para a gestante, de autoria da médica Carla Góes Sallet (Ed. Ediouro)


Texto Elaborado pela Enfermeira Obstetra Leila Regina Wolff


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sexualidade sadia

Sexualidade sadia

As mulheres que têm sentimentos mais positivos sobre seus próprios órgãos genitais atingem mais facilmente o orgasmo e têm maior propensão em aderir a comportamentos mais saudáveis em relação à sua sexualidade, incluindo a realização de exames ginecológicos regulares e autoexames preventivos.

Esta é a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Indiana (EUA) e publicado na edição de setembro do Internacional Journal of Sexual Health.

Imagem corporal da mulher

"Essas são importantes descobertas sobre a imagem corporal", disse Debby Herbenick, responsável pela pesquisa. "Nossa cultura muitas vezes retrata os órgãos genitais da mulher como sujos e necessitando frequentemente de limpeza e de higiene. Algumas mulheres podem ter tido maior exposição a tais mensagens negativas ou podem ser mais suscetíveis aos seus efeitos. "

O estudo de Herbenick criou uma escala para medir as atitudes dos homens e das mulheres em relação aos genitais femininos. Essa escala, escreve ela no estudo, poderia ser útil em terapias sexuais, nas definições médicas para ajudar a compreender melhor o processo de decisão envolvido nos cuidados e nos tratamentos ginecológicos, e nas definições da educação na área de saúde envolvendo a saúde das mulheres e de seus parceiros sexuais.

Os homens e os órgãos genitais femininos

O estudo também descobriu que os homens têm atitudes mais positivas sobre os órgãos genitais das mulheres do que as próprias mulheres.

"As mulheres são frequentemente mais críticas sobre seus próprios corpos - e sobre os corpos das outras mulheres - do que os homens, " disse Herbenick. "O que nós descobrimos neste estudo é que os homens em geral têm uma opinião muito mais positiva sobre uma variedade de aspectos envolvendo os órgãos genitais das mulheres, incluindo sua aparência, cheiro e textura."

Herbenick, que também é professora de educação sexual, sugere várias formas de aproveitamento das descobertas feitas em sua pesquisa:

Falando às filhas sobre seu corpo

Os pais podem pensar sobre como eles podem ajudar suas filhas a se sentirem melhor em relação aos seus corpos, ensinando-lhes, por exemplo, os nomes exatos das partes do seu corpo, incluindo os seus órgãos genitais (por exemplo, "vulva" e não "lá em baixo") e agir de forma favorável à sua autoexploração.

"Em vez de dizer, 'não tocar lá em baixo - é sujo ", os pais podem explicar para as suas filhas que não há nada de errado em tocar seus genitais, mas em espaços privados, como em seu próprio quarto ou no banheiro," disse Herbenick.

Visão positiva do próprio corpo

Os educadores na área de saúde deve encontrar formas que possam ensinar a homens e mulheres sobre seus corpos de forma positiva, discutindo abertamente como alguns produtos ou campanhas de marketing fazem as pessoas se sentir em relação aos seus próprios corpos.

O componente de pesquisa propriamente dita do estudo envolveu 362 mulheres e 241 homens, a maioria dos quais eram brancos/caucasianos e com idades entre 18 e 23.

Conexão entre mente, corpo e sexo

"Nosso estudo baseia-se em pesquisas anteriores que demonstram que o corpo e a mente são altamente conectados quando o assunto é o sexo," disse Herbenick.

"Quando as mulheres têm sensações mais positivas sobre seus órgãos genitais, elas costumam se sentir mais relaxadas, mais capazes para deixar as coisas fluírem e, portanto, mais propensas a experimentar o prazer e o orgasmo," conclui ela.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=pesquisa-analisa-orgasmos-saude-sexual-atitudes-sobre-genitais-femininos&id=4576&nl=sit, em 02 Out 09, às 10h42min

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Parto Normal


URL: http://www.youtube.com/watch?v=n5kVWHeMfS0

Jornal da Gazeta - De cada dez nascimentos no Brasil, quatro são cesarianas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o índice brasileiro é mais do que o dobro do recomendado. Médicos lembram que os riscos do parto normal são menores, e que a cirurgia só deve ser feita quando necessária. Eles sugerem campanhas de incentivo ao parto normal.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Amamentando

Sente numa poltrona confortável de preferência com braços e utilize uma pequena banqueta para apoio dos pés.
Utilize um travesseiro para apoiar seu braço e o bebê de tal maneira que este fique na altura do seio. O corpo do bebê deverá estar de encontro ao seu.

Amamentando Sentada:

Amamentando Deitada:


Para que o seu bebê tenha uma sucção eficiente aqui vão algumas sugestões:

• Retire manualmente um pouco de leite da sua mama antes de colocar o bebê para sugar, com isso você tornará a aréola mais macia facilitando a pega correta do seio.

• Observe se o bebê abocanha o mamilo e o máximo da aréola que for possível. Lembre-se que os depósitos de leite ficam atrás da aréola.

• Segure a mama com a mão que está livre, de modo que o indicador e o polegar formem a letra "C" invertida.

• Toque o lábio inferior do bebê com o bico do seio, pois com este estímulo, se o bebê estiver acordado, instintivamente abrirá a boca como num bocejo.

• Verifique se o bebê está sugando e deglutindo. Durante a amamentação ele dá várias sugadas e pára. Se o bebê estiver apenas mastigando o mamilo, tente estimulá-lo ou interrompa.

• Se precisar interromper a mamada ou posicionar melhor o bebê coloque o dedo mínimo no canto da boca, assim ele soltará a mama com facilidade sem machucá-la.

Duração e freqüência das mamadas

O bebê deverá ser amamentado sempre que chorar.
Uma mamada completa deverá durar mais ou menos 30 minutos. Ofereça uma das mamas até o bebê largar espontaneamente, coloque para arrotar (conforme figuras seguintes) e ofereça a outra mama se ele aceitar

Comece sempre pela mama oferecida por último.
É importante saber que o leite se altera durante a mamada. Numa primeira fase ele tem um aspecto mais aguado, satisfazendo a sede do bebê, após alguns minutos ele se transforma num leite gorduroso satisfazendo a fome. Por isso é extremamente importante o tempo que o bebê leva para mamar.

Durante o Banho:

O banho do bebê envolve alguns segredinhos para que mãe e filho formem uma parceria tranqüila e possam usufruir, sem sustos, desse momento tão especial. Confira algumas dicas de como se deve posicionar corretamente seu bebê durante o banho.

  • Depois de deixar à mão todo o arsenal necessário - sabonete, xampu, toalha e roupinhas limpas -, dispa o bebê e leve-o até a banheira segurando-o firmemente com uma mão sob a nuca e outra sob o bumbum.
  • Sustente-o bem, para que ele possa sentir segurança e, ao mesmo tempo, relaxar. Tente marcar a hora do banho com pequenos detalhes - a mesma canção, um beijo especial - que, pela repetição, farão seu filho perceber com antecedência que chegou a hora de entrar na água.
  • Jogue água com delicadeza sobre o peito, o tronco e a barriga e molhe suavemente seu rostinho, ainda sem usar sabonete. Tome cuidado para não deixar a água escorrer por seus olhos e ouvidos.
  • A cabecinha é a primeira a ser lavada. Se o bebê for recém-nascido, basta apoiá-lo sustentando-lhe a nuca sobre sua mão esquerda, enquanto, com a outra mão, você aplica o xampu ou o sabonete e enxágua cuidadosamente os cabelinhos. Caso seu filhote seja maiorzinho e já se mexa bastante, escorregue o braço esquerdo sob sua axila de modo a sustentar-lhe as costas, e manter sua nuca na posição correta.
  • Ensaboe uma das mãos e deslize-a pelo corpinho do bebê dando atenção especial às dobrinhas, virilha e embaixo do pescoço. Para lavar as costas, vire o corpinho da criança de bruços e apóie-lhe o peito no seu antebraço.
  • Deite o bebê sobre a toalha previamente aberta e, de preferência, forrada com um fraldão. Seque primeiro a cabecinha, sem esfregar, apenas apalpando-a com a toalha delicadamente.
  • Com a ponta da toalha, seque qualquer resíduo de água das orelhinhas. Jamais use hastes de algodão na parte interna do ouvido da criança, pois há riscos de causar algum dano ao tímpano.
  • Seque com cuidado a região da virilha e do bumbum para evitar assaduras. Capriche também nas dobrinhas, pois a umidade pode provocar irritações.
  • Pronto, o bebê já está cheiroso e sequinho. Para finalizar o ritual de beleza, penteie os cabelinhos e não force a remoção das crostinhas. Cuidado também com os perfumes. Eles não são recomendados para recém-nascidos. E, mesmo em bebês maiores, devem ser aplicados nas roupinhas e nunca sobre a pele.
Fonte: http://www.boapostura.com.br/boaPostura/boaPostura.html, em 29 Set 09, às 18h49min

10 Motivos para se fazer um parto normal

Mae e filho

10 Motivos para se fazer um parto normal

Muitas histórias e mitos chegam ao conhecimento dos pais quanto à escolha do tipo de parto. É imprescindível tornar claros os critérios, motivos e peculiaridades que acompanham cada um deles para que não sobrem dúvidas ou receios e permitam que os pais conheçam as conveniências e comodidades que só o parto normal pode trazer à vida das gestantes e seus filhos.

Este material, elaborado com o objetivo de divulgar e esclarecer os benefícios do parto normal, auxiliará a entender por que o Governo Federal e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estão realizando campanhas pela redução de cesáreas e incentivo ao parto normal.

O Brasil tem o segundo maior índice de cesarianas do mundo. Dados do Ministério da Saúde apontam que 41,8% dos partos realizados no país em 2004 foram cirúrgicos, e no setor privado, incluindo os planos de saúde, esse número alcançou 79%. Só para comparar, nos Estados Unidos, a taxa é de 20,6%; na Inglaterra, 19% e, na Holanda, somente 14%. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), esse índice deve estar entre 10% e 15%. A OMS tem alertado para a epidemia mundial de partos cesarianos e para os seus altos índices de mortalidade materna e infantil registrados, inclusive em países desenvolvidos.

O parto, exceto o de alto risco, é um acontecimento tão natural que a primeira cesárea que se tem notícia na história ocorreu em uma pequena cidade suíça, por volta do ano de 1500. Foi realizada por um homem comum em sua esposa, com a ajuda de algumas parteiras, pois, por alguma razão, a criança não queria sair do ventre da mãe. Antes disso, entretanto, a operação cesariana só era feita após a morte da parturiente com a finalidade de salvar o feto ainda com vida.


Conheça agora os 10 principais motivos para a escolha do parto normal:

1. É preciso esperar a “hora certa para nascer” – Nos partos marcados com antecedência, com dia e hora para acontecer, a chance de a mãe ter alguma hemorragia é

oito vezes maior que no parto normal, pois o útero pode não estar preparado para aquele momento.

2. Maturidade fetal – O trabalho de parto é um processo físico e hormonal e serve para terminar o amadurecimento do bebê, principalmente seus sistemas respiratório, imunológico e nervoso. Nas cesáreas, pré-agendadas, há maior prevalência de bebês prematuros em virtude da indução do trabalho de parto realizada antes da total maturidade fetal.

3. Segurança para a mãe – Todos os estudos rigorosos comprovam que o parto normal é mais seguro para a gestante e seu bebê. Como não há intervenção cirúrgica, não há riscos de infecções. A cesárea é considerada uma cirurgia “de grande porte”, tendo em vista que sete camadas distintas do abdome são abertas, aumentando a chance de contaminações na cavidade peritoneal, que é hermeticamente isolada, levando a uma significativa perda da resistência do organismo. Estudo brasileiro, publicado em 2003, que pesquisou durante vinte anos as mortes maternas no Rio Grande do Sul, constatou risco de morte quase 11 vezes maior para as mulheres submetidas à cesariana se comparadas às que fi zeram parto vaginal. Existe risco de complicação de aproximadamente 0,6% a cada vez que uma mulher é operada. De modo geral, a cesárea tem quatro vezes mais risco de morte materna e 10 vezes mais risco de morte neonatal. Essa taxa se repete no mundo todo, independentemente das condições tecnológicas em que são feitas as cesáreas. Além disso, no parto normal ocorrem os menores índices de tromboembolismos, uma doença ocasionada pela alteração da coagulação sangüínea.

4. Bom para o bebê – A criança merece vir ao mundo da melhor forma. Com o parto normal, ela está física e psicologicamente preparada para nascer. Batimentos cardíacos e respiração são ajustados à sua nova condição de vida. Quando o bebê passa pelo canal de parto, há uma compressão do tórax que elimina as secreções pulmonares de líquidos localizados nas áreas respiratórias. No parto normal, inclusive, a produção de leite materno será maior do que em uma eventual cesárea. E esse alimento será a primeira fonte de nutrientes do bebê nos seis meses iniciais de vida.

5. Menor sofrimento – O medo e a insegurança sempre potencializam a dor na hora do parto. Este incômodo nada mais é do que o resultado da contração muscular do útero e da distensão de diversas estruturas do canal do parto. Uma boa preparação, tanto física como psicológica, aumenta os níveis de endorfinas (substância produzida pelo próprio organismo que tem propriedades analgésicas). A dor deixará de existir completamente depois do parto, enquanto na cesárea, sempre feita sob anestesia (geralmente peridural), ela sempre virá após o término de sua ação anestésica, de maneira mais intensa e durante um maior período de tempo. Além do que, também há a possibilidade de reações adversas à anestesia. Caso a dor do parto vaginal seja insuportável, pode-se fazer a analgesia peridural (com baixa dose), em que somente a sensibilidade da mulher é retirada enquanto a parte motora continua a agir.

6. Amamentação instantânea – O bebê pode ser amamentado já na sala de parto e receber os primeiros carinhos da mãe, tornando ainda mais fortes seus laços afetivos.

7. Recuperação imediata – Partos normais permitem que as mães deixem o hospital mais rapidamente, enquanto as submetidas a cesáreas permanecem por mais tempo no ambiente hospitalar, sem contar que ainda podem ter febre, hematomas, infecções do trato urinário, do útero ou da ferida cirúrgica, além de paralisia do intestino ou da bexiga, com conseqüente sensação dolorosa que acompanha essas complicações.

8. Sem cicatriz e sem trauma perineal – Como não há intervenção cirúrgica, não há marca de cicatriz a ser deixada no corpo da mulher. Mas atenção, uma conversa com o obstetra e com a equipe que dará auxílio no momento do parto normal é importante para que não haja o corte do períneo (episiotomia). Ao permitir que o bebê nasça vagarosamente, apenas com a força da contração uterina, o períneo tem maior chance de distensão fisiológica e, assim, minimizar a possibilidade de haver laceração e trauma perineal.

9. Interação entre a mãe e o bebê – Em virtude da recuperação imediata no pós-parto, os vínculos são potencializados. No parto normal a mãe ajuda seu filho a nascer e os dois se relacionam desde o primeiro momento.

10. Sem sair de casa – Segundo a especialista holandesa em parto normal e defensora da humanização do nascimento Mary Zwart, é natural entre os mamíferos permanecer em seu próprio ninho durante o parto e não sair dele. As mulheres que não apresentam risco gestacional devem ter a opção de trazer seus filhos à luz em seus próprios lares, desde que haja uma estrutura mínima necessária e o auxílio de uma obstetriz, parteira ou doula que conduza o processo e garanta a saúde da mãe e do bebê. Não se pode transformar algo natural em um evento cirúrgico.


Indicação para a realização de Cesárea

O parto cirúrgico, como se vê, só é necessário quando há algum risco na gravidez que impeça a gestante de trazer ao mundo uma criança de forma natural. Nenhum outro motivo é suficientemente forte para que a opção da cesariana seja realizada. Por isso, é de fundamental importância o acompanhamento durante todas as etapas do pré-natal. O médico deverá avaliar a necessidade do parto cirúrgico nas seguintes condições:

• gestação de gêmeos;

• bebês acima de 4,5 kg;

• bebê em posição anormal;

• bebê com padrões de batimentos cardíacosanormais;

• descolamento prematuro da placenta;

• gestante com problemas de hipertensão e diabetes;

• encurtamento do cordão umbilical;

• eclampsia ou pré-eclampsia;

• gestantes portadoras de herpes genital (situação de crise na hora do parto);

• gestantes portadoras de HIV (se a carga viral na hora do parto for desconhecida ou estiver maior ou igual a 1.000 cópias/ml e a idade gestacional for maior ou igual a 34 semanas).


Fontes:

• Parto Normal ou Cesárea?, de Simone Grilo Diniz e Ana Cristina Duarte. São Paulo: Unesp.

• Hall, 1999; ICAN, 2003.

• ONG Parto do Princípio – www.partodoprincipio.com.br

• Davi & Kumar, 2003.


Gravida

Mitos e Verdades Associados ao Parto Normal e à Indicação Cesária

Desempenho sexual comprometido

Atualmente, há comprovação de que a sobrecarga na musculatura pélvica é causada pela gravidez e não pelo parto, e o bom tônus vaginal depende mais de exercícios vaginais o que de intervenções cirúrgicas.

Falta de dilatação

Tecnicamente não existe falta de dilatação nas mulheres. Ela só não acontece quando não é esperado o tempo suficiente. A dilatação do colo do útero é um processo passivo que só acontece com as contrações uterinas fisiológicas.

Bacia estreita

Existem situações não muito comuns em que um bebê é grande demais para a bacia da mulher, ou então está numa posição que não permite seu encaixe. Não mais que 5% dos partos estariam sujeitos a essa condição.

Bebê passou da hora

Os bebês costumam nascer com idades gestacionais entre 37 e 42 semanas. Mesmo depois das 42 semanas, se forem feitos todos os exames que comprovem o bem-estar fetal, não há motivos para preocupação. O importante é o bom pré-natal. Caso os exames apontem para uma diminuição da vitalidade do feto, a indução do parto pode ser uma ótima alternativa para evitar cesárea.

Cordão enrolado

O cordão umbilical é preenchido por uma gelatina elástica, que dá a ele a capacidade de se adaptar a diferentes formas. O oxigênio vem para o bebê através do cordão direto para a corrente sangüínea. Assim, o bebê não fica sufocado pelo cordão umbilical enrolado em seu pescoço, não se fazendo necessária a cesariana por esse motivo.

Não entrou ou não teve trabalho de parto

Toda mulher entra em trabalho de parto, mais cedo ou mais tarde. Ela só não vai entrar em trabalho de parto se a operarem antes disso. Somente nos casos de alto risco, devidamente diagnosticados, a cirurgia pode ser necessária.

Placenta envelhecida

A qualidade da placenta isoladamente não tem qualquer significado. Ela só tem significado em conjunto com outros diagnósticos, como a ausência de crescimento do bebê, por exemplo. A maioria das mulheres tem um “envelhecimento” normal e saudável de sua placenta no final da gravidez. Só será considerada anormal uma placenta com envelhecimento precoce, por exemplo, com 30 semanas de gravidez. Independentemente disso, outros sinais de sofrimento fetal devem ser avaliados pelo médico.

Gestantes portadoras de HIV

O parto normal pode ser feito desde que ela faça um tratamento adequado durante toda a gestação e, no momento do parto, a carga viral for indetectável ou menor do que 1.000 cópias/ml. De acordo com pesquisa realizada pela Dra. Andréa de Marcos, pesquisadora da Unifesp, foi constatado que a infecção no pós-parto entre mulheres com HIV é seis vezes maior na cesárea.

Segundo parto

Não há problema algum em realizar um parto normal já tendo feito cesáreas em gestações anteriores. Como regra, o parto normal sempre é mais seguro que a cesariana. No caso do parto normal após cesárea (PNAC), o principal risco é o de ruptura uterina. A taxa de ruptura uterina nos PNACs é de 0,5%. Caso ocorra ruptura, a mulher deve ser imediatamente operada para que o bebê seja retirado e a abertura seja fechada. No entanto, deve-se lembrar que a ruptura uterina também ocorre em mulheres que nunca engravidaram ou foram operadas, bem como antes do início do trabalho de parto.

Fórceps

A verdade é que o uso do fórceps deve ocorrer em caso de sofrimento fetal agudo ou em casos em que é necessário corrigir a posição da cabeça do feto (distocia de rotação). É um evento muito raro. Muito mais eficiente do que o uso do fórceps é permitir que a mulher fique semi-sentada, com o corpo o mais ereto possível, de preferência de cócoras, para ter força de expulsão.

Ligadura de trompas

Durante a cesárea não é recomendável que se faça a ligadura de trompas, que pode ser feita nas 24 horas subseqüentes após o parto, por meio de uma incisão periumbilical (local de fácil acesso às trompas), com menor risco operatório.

Fonte: http://www.uniaosaude.com.br/site/?responsabilidade-social&area=page&id=19, em 29 Set 09, às 00h29min


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PSICOLOGIA DA GRAVIDEZ, PARTO E PÓS-PARTO


A gravidez é um período de transição que faz parte do processo normal de desenvolvimento de um casal. Assim, a maternidade e a paternidade são momentos existenciais de extrema importância no ciclo vital de mulheres e homens. É também durante a gravidez que se iniciam a formação do vínculo pais-filho e a reestruturação da rede de intercomunicação da família, um ponto de partida de um novo equilíbrio dinâmica da unidade familiar. A gestação e o nascimento de um filho fazem a mulher e o homem reverem seu papel como casal e como mãe e pai, e repensarem também a dinâmica da família.

A gravidez é um período único na vida de uma mulher, não importa por quantas ela tenha passado. É um tempo em que a mulher vive da graça de saber que, através dela, está vindo ao mundo um novo ser, com toda sua singularidade. Outra forma de amor começa a ser experimentada. Coração e alma se inundam de curiosidade pela pessoinha que ainda não se conhece e que mudará tudo para sempre. Entre a mãe e o bebê cria-se desde o início uma conexão que tem o signo da perenidade em seus compromissos. Mas também é um tempo de medos e ansiedade, de esperança e de transformações. Enquanto o corpo vai mudando e a expectativa cresce, as exigências do mundo não dão trégua. É preciso continuar a trabalhar, a manter o bom humor, a alimentar-se bem, a cuidar da saúde de si própria e do bebê que está em formação, a cuidar da beleza e, ao mesmo tempo, preparar-se para incondicionalmente amar seu bebê. A vida do homem também muda, e este tem o direito de expor suas dúvidas, angústias e incertezas, e sobretudo, devemos permitir-lhe o prazer de participar desse momento tão único na vida do casal.

A gravidez é uma transição que faz parte do processo normal do desenvolvimento humano, que envolve a necessidade de reestruturação e reajustamento em várias dimensões. Inicialmente verifica-se a mudança de identidade e uma nova definição de papéis: a mulher passa a se olhar e a ser olhada de uma maneira diferente. A grávida além de filha e mulher passa a ser mãe. Evidentemente, o mesmo processo de mudança de identidade e de papel se verifica no homem, e também a paternidade deve ser considerada como uma transição no desenvolvimento emocional do homem.

A complexidade das mudanças provocadas pela vinda do bebê não se restringe apenas às variáveis psicológicas e bioquímicas, os fatores socioeconômicos também são fundamentais. Numa sociedade em que a mulher costuma trabalhar fora, muitas vezes responsável pelo orçamento familiar e, cultiva interesses profissionais e sociais, o fato de ter um filho acarreta conseqüências bastante significativas. Quando houver privações reais, sejam afetivas ou econômicas, aumentam a tensão, intensificam a regressão e a ambivalência. A preocupação com o futuro aumenta as necessidades da grávida e dessa forma intensificam sua frustração, podendo gerar como conseqüência, raiva e ressentimento, que impedem de encontrar gratificação na gravidez.

Outra característica da gravidez como transição é o fato de representar uma possibilidade de atingir novos níveis de integração, amadurecimento e expansão da personalidade. Uma relação saudável implica em perceber e satisfazer de modo adequado as necessidades do bebê.

Ao situar a gravidez como crise ou transição não quer dizer que o período crítico termine com o parto. Na realidade, grande parte das mudanças maturacionais ocorre após o parto e, portanto, é um período considerado como a continuação da situação de transformação, pois implica novas mudanças fisiológicas, consolidação da relação pais-filho e grandes modificações da rotina e do relacionamento familiar.

É importante enfatizar que o nascimento de um filho é uma experiência familiar. Portanto, para se atingir o objetivo de oferecer uma assistência pré-natal mais global, é necessário pensar não apenas em termos de “mulher grávida”, mas também de “família grávida”. Desde o conhecimento da gravidez até as primeiras semanas após o parto, quando a interação entre mãe e bebê é extremamente próxima e o marido-pai participa ativamente, forma de fato uma tríade familiar.


Retirado do livro: Psicologia da Gravidez, Parto e Puerpério, de autoria da psicóloga Maria Tereza Maldonado (Ed. Saraiva)

Texto Elaborado pela Enfermeira Obstetra Leila Regina Wolff